domingo, 8 de setembro de 2019

A fofoca, origem do desenvolvimento da comunicação oral, tornou-se linguagem graças ao repúdio ancestral ao fake.


A fofoca, origem do desenvolvimento da comunicação oral, tornou-se linguagem graças ao repúdio ancestral ao fake.

Advertência:
Embora tudo abaixo seja a verdade mais atual do conhecimento que as ciências nos oferecem, preciso dizer que, em meu filme, aparentemente vejo um universo, os ambientes em que me vejo estar, vejo cores, cheiros, quando possível toco-os, apalpo-os, e sinto seres e coisas a meu redor, gosto de uns não de outros, amo e sou amado; às coisas falantes converso sobre estes e outros temas, e também,  aparentemente – pelo que creio ouvir –, vêm escutam, pensam, discutem, agem, e sentem as mesmas coisas e emoções.
Aí se incluem as Ciências.
Você vive filme parecido? Se sim ou não, vou em frente.   

Nossa linguagem evoluiu como uma forma de fofoca. De acordo com essa teoria, o Homo sapiens é antes de mais nada um animal social. A cooperação social é essencial para a sobrevivência e a reprodução. Não é suficiente que homens e mulheres conheçam o paradeiro de leões e bisões. É muito mais importante para eles saber quem em seu bando odeia quem, quem está dormindo com quem, quem é honesto e quem é trapaceiro.
(Ver  http://www.hup.harvard.edu/catalog.php?isbn=9780674363366 ; este livro pode ser baixado grátis em PDF). 
No entanto, como os instintos sociais dos chimpanzés, os dos humanos só eram adaptados para pequenos grupos íntimos. Quando o grupo ficava grande demais, sua ordem social se desestabilizava, e o bando se dividia. Mesmo se um vale particularmente fértil pudesse alimentar 500 sapiens arcaicos, não havia jeito de tantos estranhos conseguirem viver juntos. Como poderiam concordar sobre quem deveria ser o líder, quem deveria caçar onde, ou quem deveria acasalar com quem?

Após a Revolução Cognitiva, a fofoca ajudou o Homo sapiens a formar bandos maiores e mais estáveis. Mas até mesmo a fofoca tem seus limites. Pesquisas sociológicas demonstraram que o tamanho máximo “natural” de um grupo unido por fofoca é de cerca de 150 indivíduos. A maioria das pessoas não consegue nem conhecer intimamente, nem fofocar efetivamente sobre mais de 150 seres humanos.[1]
Ainda hoje, um limite crítico nas organizações humanas fica próximo desse número mágico. Abaixo desse limite, comunidades, negócios, redes sociais e unidades militares conseguem se manter principalmente com base em relações íntimas e no fomento de rumores. Não há necessidade de hierarquias formais, títulos e livros de direito para manter a ordem3.  Um pelotão de 30 soldados ou mesmo uma companhia de cem soldados podem funcionar muito bem com base em relações íntimas, com um mínimo de disciplina formal. Um sargento respeitado pode se tornar “rei da companhia” e exercer autoridade até mesmo sobre oficiais de patente. Um pequeno negócio familiar pode sobreviver e florescer sem uma diretoria, um CEO ou um departamento de contabilidade.

 Mas, quando o limite de 150 indivíduos é ultrapassado, as coisas já não podem funcionar dessa maneira. Não é possível comandar uma divisão com milhares de soldados da mesma forma que se comanda um pelotão. Negócios familiares de sucesso normalmente enfrentam uma crise quando crescem e contratam mais funcionários. Se não forem capazes de se reinventar, acabam falindo.

Como o Homo sapiens conseguiu ultrapassar esse limite crítico, fundando cidades com dezenas de milhares de habitantes e impérios que governam centenas de milhões? O segredo foi provavelmente o surgimento da ficção. Um grande número de estranhos pode cooperar de maneira eficaz se acreditar nos mesmos mitos.

Há 2 milhões de anos, mutações genéticas resultaram no surgimento de uma nova espécie humana chamada Homo erectus. Seu surgimento foi acompanhado pelo desenvolvimento de uma nova tecnologia de ferramentas de pedra, hoje reconhecida como uma característica decisiva dessa espécie. Enquanto o Homo erectus não passou por novas alterações genéticas, suas ferramentas de pedra continuaram mais ou menos as mesmas – por quase 2 milhões de anos![2]

Por sua vez, desde a Revolução Cognitiva, os sapiens têm sido capazes de mudar seu comportamento rapidamente, transmitindo novos comportamentos a gerações futuras sem necessidade de qualquer mudança genética ou ambiental. Por exemplo, considere o advento repetido de elites sem filhos, como a classe sacerdotal católica, as ordens monásticas budistas e as burocracias eunucas chinesas.

Mas, o que aconteceu antes para que surgissem os mitos?
Antes de prosseguir convém ler isto[3].

A existência de tais elites vai contra os princípios mais fundamentais da seleção natural, já que esses membros dominantes da sociedade deliberadamente abrem mão da procriação.
Enquanto, entre os chimpanzés, os machos alfa usam seu poder para ter relações sexuais com tantas fêmeas quanto possível – e, consequentemente, gerar uma grande proporção dos filhotes do grupo –, os machos alfa católicos se abstêm completamente das relações sexuais e dos cuidados dos filhos. Essa abstinência não resulta de condições ambientais singulares, tais como a carência severa de alimentos ou de parceiros em potencial. Tampouco é resultado de alguma mutação genética peculiar. A Igreja Católica sobreviveu por séculos não por transmitir um “gene do celibato” de um papa ao seguinte, mas por transmitir as histórias do Novo Testamento e do direito canônico católico.[4]

Sim, a melhor explicação do nascimento da comunicação verbal articulada entre os homo sapiens arcaicos é esta do autor, embasada no trabalho de Robin DunbarGrooming, Gossip, and the Evolution of Language”, já citada acima.

 

No entanto, lá atrás, um pitecantropo erectus, ou vários hominídeos e homo, homo erectus, anão homo floresiensis, homo denisova, homo hábilis, homo neandertális, um ou vários em cada região, estavam acostumados a ver sua figura grotesca (creio que eles próprios nada viam de belo ali) refletida num lago, numa poça entre rochas vulcânicas.

 

Possivelmente o primeiro ancestral nosso a ver sua imagem vestida de folhas e ramos, que usou para se proteger do sol causticante da África Equatorial e Setentrional da época , tenha sido um pitecantropo; dadas suas limitações cognitivas, “ele viu o que fez e achou bom”; achou bom, e seu exemplo tenha servido apenas para a disseminação entre eles desta prática. Passaram a rejeitar o fake que haviam sido, ainda que isto acontecesse sem intenção explícita, mas bom para proteger o corpo.

 

Mais tarde, os migrantes da África para as regiões geladas da Europa e Ásia para enfrentarem o frio, ou os que permaneceram na África, seja para se protegerem de mosquitos ou aves incômodas, ou a pele leve do ardido do sol, um aqui ou ali, um ou vários em cada região, ao mesmo  tempo relativo (digamos um “mesmo tempo” de 50 mil anos) colocaram sobre o corpo a pele de um animal que caçara, presa por embiras ou folhas flexíveis e se adorou ver assim! Repudiou a imagem anterior que considerou “fake”, inconveniente. Este um aí que agora vira, sim, é que era ELE.

 

Além e por sobre isto, seu novo eu, lhe deu distinção e identificação dentro seu grupo ou bando; o “Leão Alfa” passou a usar a mais original e ostentosa das “peles-roupas”, símbolo de sua autoridade.

Em breve os encontros, reuniões, conversas, discussões, só viriam a ter seriedade, verdade, credibilidade, através de sua identidade, por estarem vestidos. Em seguida por estarem vestidos apropriadamente conforme a situação e era; “maltrapilhos” eram – e são – indignos de serem vistos ou ouvidos. Longe, no remoto e esquecido passado, ficou o fake primevo de que vêm se alimentando todos os  outros.

 

Comprovações científicas demonstram que o uso de vestimenta remonta a cerca ou mais de 170 mil anos.[5]

Descobertas e registros arqueológicos de agulhas de ossos de veado de ponta agudíssima agulhas de osso de ave, longas, para costura, materiais leves e de peles claras e também agulhas de costura de marfim mais resistentes. Fósseis destas agulhas datam de 30 a 60 mil anos.

 Daí em diante estes disfarces foram se desenvolvendo até o ridículo a que chegaram no Século XIII, sempre removendo, repudiando o “fake” anterior. Hoje em dia, a indústria da moda decreta “fakes” a cada estação e ano, para os ressuscitar, ligeiramente diferentes, no ano seguinte. 


“Mas a característica verdadeiramente única da nossa linguagem não é sua capacidade de transmitir informações sobre homens e leões. É a capacidade de transmitir informações sobre coisas que não existem.
Até onde sabemos, só os sapiens podem falar sobre tipos e mais tipos de entidades que nunca viram, tocaram ou cheiraram.
Lendas, mitos, deuses e religiões apareceram pela primeira vez com a Revolução Cognitiva.

Mas a ficção nos permitiu não só imaginar coisas como também fazer isso coletivamente. Podemos tecer mitos partilhados, tais como a história bíblica da criação, os mitos do Tempo do Sonho dos aborígenes australianos e os mitos nacionalistas dos Estados modernos. Tais mitos dão aos sapiens a capacidade sem precedentes de cooperar de modo versátil em grande número”.

Sobre os mitos, “A criação do homem nos mitos das origens” é trabalho antropológico profundo e bem documentado, que deve ser lido, até mesmo antes de continuar a les este texto[6]. Interessante e oportuno, também, ver uma pequena amostra mais detalhada de algumas mitologias comparadas, e as muitas dezenas de mitos da criação ao redor do mundo, com suas localizações e breve referência: clique aqui[7].

Seria impossível pensar que um grupo, mesmo pequeno, de sapiens pudesse conversar e discutir coisas e temas, especialmente conceitos intangíveis, símbolos, lendas, fatos fictícios, de forma séria e convincente sem vestimentas.

Imagine, hoje uma reunião de Diretoria de uma empresa com todos os presentes nus: dá para imaginar que fosse produtiva, que se chegasse a um resultado crível e realista do assunto tratado? Com respeito, seriedade, e consecução de resultados?
E que tal uma reunião do Presidente da República com seu ministério, assistentes e jornalistas, todos ridiculamente pelados? E uma Assembleia Geral da ONU?

Eu acho que, a menos de mulheres e homens jovens e bonitos para o padrão de cada época, nós somos muito feios e desengonçados. Em particular os do hemisfério sul, exceções raras a negros da África; temos troncos longos, pescoço e pernas curtos, nada de “donne (ed uomini...)  di gambe lunghe” como são comemoradas na Itália, e gente típica de países setentrionais.

Tenho saudades do tempo em que trabalhava!

Durante este longo tempo, muitas vezes fui obrigado, por profissão e responsabilidade, a participar de conferências, debates e – ou pior –, de apresentações em verdadeiros circos para grandes audiências em teatros e centros de convenções e/ou de falas de vaidosas personagens para pequenos grupos, num café da manhã, almoço ou jantar, vomitando bobagens, raramente sabedoria, de forma arrogante e dogmática; em geral falavam besteira, pontificavam conhecimento pífio ou errôneo; ridículos.

Aguentava e me divertia tirando a roupa do ou da exibicionista, com suas barrigas, bochechas, membros, veias saltadas, peitos ou genitais caídos. Tinham, então, a respeitabilidade que me mereciam. Mensagens com que talvez pretendessem nos anestesiar, que assim se tornavam o que eram: quadros idiotas, vazios, emoldurados por vaidade e empáfia.  

Conclusão:

Sem a descoberta do “fake” do inspirado antepassado, a fofoca não teria se desenvolvido em linguagem, linguagem cada vez mais complexa e precisa; não  teria havido civilização.

Ao escrever isto, me veio à cuca um pensamento: a própria Teoria da Evolução relata uma longa série de eliminação de “fakes”, uma mutação rejeitando, abandonando a forma anterior mais imperfeita, mais “feia”, por inútil, desengonçada. 

Flavio Musa de Freitas Guimarães
8 de setembro de 2019



[1] Sim, de coberturas de peles existem provas de que o Homo começou a utilizá-las há mais de 1.700 anos. Em pequenos grupos íntimos, a cobertura deve ter ajudado a identificar quem o comandava: o macho Alfa, usava as melhores, maiores, seja por ter caçado o animal de que tirou a pele ou roubado de outro mais fraco.  
 
[2] Interessante texto sobre a convivênciae cruzamentos de Homo Sapiens e Neandertais e o desaparecimento destes últimos: https://pt.thpanorama.com/blog/historia/homo-neanderthalensis-origen-caractersticas-alimentacin.html
[3] https://drive.google.com/file/d/1Dc-3e6YSKdo44FEggUgSTRZ5BR6s6wY3/view?usp=sharing
Versões completas em ePub e PDF podem ser baixadas grátis.
[7] https://drive.google.com/file/d/1m2BKVLHCUoqJkppWvXAO5vz0mK2aPKm9/view?usp=sharing

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